quarta-feira, 9 de novembro de 2011

a infelicidade


Infelicidade é a palavra que domina meu dia-a-dia com a UFRGS. Não me sinto bem, não me sinto a vontade sentada naquelas cadeiras tortas assistindo aula, não fico ansiosa por conhecimento. Não consigo me encaixar, nem achar graça, nem me surpreender, meus olhos não brilham com nada. Não gosto de mim, não gosto de nada que eu faço; não gosto de ninguém, não gosto de nada que outros façam. Gosto do que faço quando faço direito, mas não tenho ânimo pra me esforçar para fazer as coisas. A vida não me apaixona como apaixonava quando eu acreditava que tudo poderia ficar melhor. Nada é melhor, nada vai ficar melhor. Agora convivam com isso. É perda de tempo viver assim. É perda de tempo acreditar no que NÃO VAI acontecer. É perda de tempo se apaixonar, estudar, trabalhar e rir.
Esse tempo perdido não se encaixa em outro tempo utilizável, então sigo perdida. Ansiosa, com raiva de não saber onde está o tempo com o qual eu vou me orgulhar utilizar. O tempo é nada. Escolhi ser infeliz. E sabe o que é estranho? A escolha foi tomando forças magicamente, eu não lembro de parar pra pensar: "Bom, agora vou ser infeliz." Não sei quando eu deixei de ser feliz, de pensar em ser feliz. Eu escolhi inconscientemente ser infeliz. E essa é a escolha mais íntima e forte que se pode ter.

2 comentários:

Nanda Oliveira disse...

A infelicidade vem como conseqüência de nossas escolhas, de nossas atitudes. Tente ver a sua volta as coisas boas. Se não está gostando do que esta vendo e vivendo, MUDE. Essa é a palavra de ordem, a sua felicidade não depende de mim, nem de ninguém, só depende de você. Está DENTRO de você.

abraços.

Diego Nascente disse...

Num remoto vilarejo da Europa oriental, num dos dias de Chanuká, um respeitado rabino entrou na casa de estudos, num momento em que seus discípulos não o esperavam e os encontrou jogando damas, quando deveriam estar estudando as leis sagradas, como era o costume naqueles tempos.

Quando viram o Mestre ficaram confusos sem saber o que fazer. Pararam o jogo imediatamente. Um dos discípulos, envergonhado, tentou desculpar-se.

"Nos perdoe, Mestre. Apenas queríamos nos distrair um pouco!"

O velho fez um gesto bondoso e perguntou:

"Vocês conhecem as regras do jogo de damas?"

Como ninguém respondeu, ele mesmo tratou de responder:

"Vou lhes dizer quais são as regras.

A primeira é que não se podem fazer duas jogadas por vez.

A segunda, que somente se pode mover para frente e não para trás.

A terceira, que quando se chega lá na última fila, você está livre para ir aonde quiser.

Prossigam em seu jogo, por favor, prossigam!