quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

sur il.

Hoje quando eu abracei a Kim, qu'está quase da altura do Fab, lembrei como é bom abraçar e encostar a cabeça em alguém. Lembrei do meu Fab, a minha cabeça no peito dele, meus braços da cintura dele e ele me abraçando por inteiro; criando um casulo. Eu me sinto protegida, tão indefesa, tão conto de Fadas. Gosto da sensação de donzela frágil sendo protegida por seu amor.
Adoro deitar minha cabeça no corpo dele, encostar nele, sentir o calor dele - me aquece, me protege. Do casulo transforma na borboleta, do calor, chocando-me e me fazendo nascer.
Adoro o jeito como ele dirige o carro tão confiante dos atos, prestando atenção em tudo, com aquele instinto de proteção de sua e minha vida. Deixando-me estar, olhando a paisagem. E cada vez que parávamos num sinal fechado me dava um beijo ou me falava algo delicado - e eu combatendo a delicadeza com ironia e desejando no fundo que ela se repita eternamente. -* O jeito que tu me explicou o lado da calçada que eu tenho que andar para que não me machuque tanto caso algum carro venha pra cima de nós dois, para que tu possa me proteger pelo menos um pouco.
O dia em que quase batemos e eu estava sem cinto, o gesto foi rápido e verdadeiro: freiar, girar a direção para desviar com um dos braços e , com o outro braço, estendido na minha frente, me segurar do impacto.
Adoro tu dono de si e confiante. Deixando-me levar por ti sem pensar; como quando atravessamos a rua e eu fecho os olhos e ando.
Mas queria também mais sinceridade e sensibilidade, mais confiança e espontaneidade, sem planejamentos sozinho. Magoou-me muitas vezes com teus planos guardados pra ti e que me mostrava na última hora como surpresa, pedindo minha opinião quando já não havia o que decidir, que no fundo era um medo de confiar, contar, acreditar e dar errado. Não conheço tuas decepções íntimas. Não gosto das surpresas planejadas da tua vida. Quero acompanhar os passos, o desenvolvimento, desde o primeiro pensamento, a primeira imagem relacionada dentro da tua cabeça, a primeira ideia, a original -sem que tenha tempo de consertar, organizar e me fazer surpresa.
Eu gosto da raiz de tudo.
A raiz da ideia. Sem cópias melhoradas.
Eu te quero no original.
*mudou a pessoa de 3ª do singular para segunda.

-Sobre F.K.
'Desabafos de pequenos gestos' por Yádini Winter

Um comentário:

Fab disse...

ah Dina, eu sou "raiz" até nas surpresas planejadas, pq elas são sinceras sabe ^^

quanto ao te contar as coisas antes (não quando já não tem mais volta), bom, tu tem razão ._.

o resto é simplesmente o fab, não tem o que dizer, só que tô morrendo de saudade de ti ^^

ah, e que amanhã é o show da Nouvelle Vague <0/