sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Poemas em prosa?!

Cansei. Dessa gente com esses mesmos papos sobre literatura, lendo sempre os mesmos malditos ídolos. Ídolos ultrapassados, alguns geniais, outros normais -  sabe, nada de mais. E eles adoram, ah , como adoram declamar seus feitos e elogiar os dos outros, mas só os já pré-reconhecidos - aqueles de rodapé de livro, explicativos. Acho engraçado, e tenho até vergonha, dessas admirações dispensáveis, comentários dispensáveis, pessoas dispensáveis. Pobres pessoas, penso eu depois, mas logo despenso, as dispenso. Não suportava mais ouvir as suas palavras, as mesmas malditas palavras daquele discurso decorado em casa na frente do espelho - rachados esses deviam estar, igual seu maldito discurso. Ah, letristas, não me amolem com essas letras de livro, de caderno. Rasguem o caderno e joguem fora junto com o espelho quebrado. Se joguem fora também. Mas se o lixeiro não quiser lhes levar, sigam o exemplo do João Gostoso. Feirante ele, lestristas vocês. Tudo vira a mesma farinha debaixo da terra. Mas ele tinha sentido continuar vivo, não existem feirantes em notas de rodapé. Eu mudaria o poema, então.
Um letrista era repetidor de rodapé e morava perto das livrarias mais cults num prédio sem número
Uma noite ele chegou num bar da Cidade Baixa
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lago Guaíba e morreu afogado.

2 comentários:

Fab disse...

pq será que acho que este post tem alguma coisa a ver com o show do Paul? dhiuashduiashduias

saudade ^^

;@@

theforgottenpoet disse...

O pior é que dá pra ver aí uns 80% dos nossos colegas. x.x