sábado, 18 de julho de 2009

sou o seu bezerro gritando mamãe;

Não quero ser nada. Nunca sonhei em ser nada. E se nada quero, nada me basta, portanto não tenho motivos para seguir por aqui. Não quero sonhar. Não quero sentir. Sendo assim, não serei nada, seguindo minha lógica inicial. Nada me vê, nada me toca, nada me sente; porque estou me tornando um nada. É difícil ser um nada, não se pode pensar muito, nem falar demais, nem beber mais que o normal, é só: nada. Nem nadar pode, apesar de só ter um R a mais, tornarei-me alguma coisa: um nadador, e DOR é muito mais que apenas um R e bem maior que nada, DOR não combina com nada. Nada quero ser, ou seguir sendo, só dizendo: -Sou um nada! - Mas sem exclamações, porque exclamações expressam emoção, e ,eu, não posso ter emoção, porque eu sou nada. Mas como poderei eu aperfeiçoar o meu nada? Fazendo nada. Mas alguma coisa tem de ser feita para aperfeiçoá-lo, talvez eu possa fazer alguma coisa bem rapidinho e depois não fazer mais nada. E ir fazendo cada vez mais rápido para ficar mais tempo fazendo nada. O nada vai ficar cada vez mais nada. Logo, serei um nada perfeito! Mas nada's não podem ser perfeitos, porque são nadas, eles só tem que ser nada's. Não posso ser perfeita; o que não é difícil, pois estou longe disso. Não posso ser relaxada também, tenho muito a aprender sobre o nada. Nada não aprende, e, quem não aprende, é nada. Sem conhecimento tu é nada. Nada; vai ser difícil ser nada, totalmente nada. Eu podia ser um nadinha, né? E ir me tornando um nada maior, com isso tudo vai desaparecer, porque ser nada é não viver.

3 comentários:

Blu disse...

Minha poetisa ;~
Adorei o novo layout, aliás, esse seu blog vive em metamorfose.

;@

Vinne Caetano disse...

Não estou inspirado pra comentários hoje, mas ficou massa o jogo de palavras! :)

Jade disse...

duvido que outro 'nada' pense que nem o teu