segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Garrafa de Vinho

Deixa escorrer, correndo
quebrado, atirado, esquecido no chão
partindo a areia , cortando profundo
sentindo a dor, de não ter pra onde ir, de não ter como ir.

Morrendo, chorando, se atira nas penas brancas
rola sobre a lama suja, imunda,
minha alma fede, apodrece; escurece.

Escuridão alucina, muda o pensamento
quebra o sentimento,
dexa escorrendo , voltando e levando.

Me esquece, deixa anoitecer,
deixa apagar, vai esperar,
deixa guardado, deixa presa
ninguém se preocupa com a poeira,
ninguém liga pra sujeira.


Renasce, Renasce!

2 comentários:

Jade Lopes disse...

uh.
penas brancas na lama suja imunda
bela imagem

Jessikitty Müller disse...

Legalzão seu blog!!! Eu jah li Brida e vários outros títulos do Paulo Coelho, qe eh um dos meus escritores prediletos. Bjaum e boa leitura!!!