sexta-feira, 3 de agosto de 2007

é tão estranho os bons morrem jovens.


Os bons morrem jovens, sou jovem. Boa? Acho que não, ou talvez seja boa demais. Seilá, um fracasso, talvez. Tenho pés de barro, única coisa que afirmo. Boneca de porcelana, intocável e frágil. Queria me quebrar, quebrar a porcelana, talvez minha alma se libertasse da prisão que se encontra, talvez notasse que existe uma luz lá emcima. Entrar num casulo e, como a borboleta, só sair de lá com lindas asas. Asas que me guiariam ao infinito, que me guiariam a mim mesmo, ao meu ser, pois eu não lembro em que esquina, em que rua ou lugar o deixei. Talvez tenha-o perdido, ou talvez ele deixasse de existir. Talvez tenha se suicidado num mar de melancolias, para por-lhes fim. E se eu quebrar a porcelana e não tiver mais nada, se tiver acabado ali, como um fim, páginas brancas. E se eu tivesse que escrever nelas e a caneta for muito pesada p'ra mim? E se eu me condenar eternamente a tentar escreve-las e não vir idéia, talvez eu devesse morrer. Você não morreria de desânimo? ou cansaço? ou de se olhar no espelho. E se for muito melhor do outro lado.

O mundo gira gira gira e me deixa tonta, com ódio e raiva.

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